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A Verdadeira História: Por Que Somente A Recuperação Da Enzima Não É Equivalente À Eficácia Na Avicultura

Priskila Hutapea

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Dada a sua função crítica no aproveitamento de nutrientes, as soluções enzimáticas utilizadas na nutrição de aves são objeto de avaliação constante e necessária. No entanto, um dos principais equívocos em condições de campo é usar a recuperação enzimática pós-peletização como principal parâmetro para prever o desempenho da enzima in vivo.

Porque somente a recuperação não é toda a história
É verdade que as temperaturas do processo de peletização podem ser severas. E sim, faz sentido confirmar que uma enzima sobrevive ao processo de fabricação da ração. Mas apenas porque uma enzima é recuperada no pellet não significa que ela esteja ativa ou eficaz onde realmente importa — no intestino das aves.
Esse mal entendido é especialmente comum na avaliação de enzimas protease, onde alguns consideram os percentuais de recuperação como um teste de aprovação ou reprovação. Mas eles estão esquecendo o ponto principal: resistir à peletização não é que garantir bioeficácia in vivo.

Além da estabilidade térmica
A seleção genética de microrganismos é fundamental na produção de enzimas, especialmente para determinar a estabilidade térmica. A tolerância ao calor é frequentemente influenciada pelo ambiente nativo da cepa microbiana. Por exemplo, o Bacillus licheniformis PWD-1, isolado de uma região vulcânica, naturalmente produz uma protease estável ao calor devido a sua adaptação genética a altas temperaturas (Huang et al., 2000).
Quando a tecnologia de protease combina estabilidade térmica intrínseca com um componente funcional de esporos probióticos, os esporos utilizam o intestino da ave para ativar uma segunda onda de atividade enzimática, potencialmente germinando no intestino e iniciando a produção enzimática localizada.

Figura 1: Esporos presentes em diferentes regiões do trato gastrointestinal, 72h após administração oral única (in vivo)

Fonte: Estudo Interno da NOVUS

Aves alimentadas com ração peletizada a 79°C e com inclusão de CIBENZA® EP150 Aditivo Enzimático demonstraram aumento da presença de esporos no trato gastrointestinal, sugerindo que a atividade da protease e dos esporos é ativada onde e quando é necessária — ou seja, dentro da ave (Figura 1). Esse sistema de entrega de ação dupla oferece valor nutricional além daquele demostrando por um ensaio enzimático realizado após a peletização da ração.

No fim das contas, o indicador mais confiável da eficácia enzimática não é um teste de laboratório, é a própria ave.
Se as aves da sua operação estão apresentando melhora na conversão alimentar (CA) e ganho de peso corporal, então a enzima está fazendo seu trabalho — independentemente do percentual de recuperação no pellet de ração.

Evite a armadilha da simplificação excessiva
Ao avaliar uma solução de protease, pergunte:
• Esta enzima traz benefícios in vivo?
• Existem resultados de desempenho consistentes que mostram ROI?
• Qual é o mecanismo de entrega uma vez dentro da ave?

Usar a recuperação da enzima como primeiro filtro pode fazer sentido do ponto de vista da fábrica de ração, mas não deve ser o único critério no seu programa nutricional. Porque não se trata apenas do que sobrevive ao calor. Trata-se do que gera resultados nas suas aves.

Na NOVUS, defendemos a nutrição inteligente — uma filosofia baseada em ciência, percepção prática e soluções feitas para o desempenho real dos animais.
Veja como enzimas de nível profissional podem ajudar a alcançar resultados reais em novusint.com/enzymes.

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