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O que Pode Ajudar Quando o Farelo de Soja Desafia a Digestão de Frangos de Corte?

Por Rasha Qudsieh, Gerente Sênios Global de Enzimas & Microbiais

soja em um campo

A pesquisa continua a refinar como estratégias enzimáticas podem ser utilizadas para auxiliar a saúde e a função intestinal de frangos de corte, especialmente quando as dietas dependem fortemente do farelo de soja (SBM), que permanece como uma fonte proteica fundamental na alimentação de aves. Infelizmente, os inibidores de tripsina (TI) presentes na soja podem interferir na digestão normal das proteínas e exercer pressão adicional sobre o sistema digestivo. Embora níveis elevados de inclusão de fitase sejam amplamente aplicados para auxiliar a disponibilidade de nutrientes, ainda existem questionamentos sobre como soluções enzimáticas adicionais atuam em conjunto com a fitase quando os níveis de TI estão elevados.

Em um estudo recente, pesquisadores da NOVUS e da BIOFRACTAL Lda. avaliaram o papel da protease suplementar em dietas de milho e SBM contendo diferentes níveis de TI, com todas as dietas formuladas para incluir fitase a 1.500 FTU/kg. O ensaio investigou se a inclusão de protease poderia manter a função digestiva e metabólica em frangos de corte, mesmo quando a fitase já era aplicada em nível elevado.

No estudo, frangos de corte machos receberam dietas com diferentes concentrações de TI, 1,47 mg/g e 2,57 mg/g, em média ao longo de todas as fases de alimentação. Também receberam uma enzima protease (Aditivo Enzimático CIBENZA® EP150) a zero ou 250 g/t. Amostras de tecido do pâncreas e do jejuno foram coletadas aos 24 dias de idade, e as análises avaliaram a expressão gênica relacionada à digestão, à resposta ao estresse, à atividade imune e à sinalização metabólica.

Os dados demonstraram que o TI elevado, a 2,57 mg/g, alterou a função digestiva e ativou vias relacionadas ao estresse tanto nos tecidos intestinais quanto pancreáticos. No jejuno, esse nível de TI esteve associado à redução da expressão de genes envolvidos na digestão de proteínas, gorduras e carboidratos, bem como ao aumento da atividade de detecção imune, como a sinalização de receptores do tipo Toll, que direciona nutrientes do crescimento para o sistema imune. No pâncreas, o nível mais alto de TI influenciou vias relacionadas ao estresse oxidativo, ativando a replicação celular e a apoptose e alterou a produção de insulina e a sinalização do glucagon, indicando efeitos sistêmicos mais amplos além do intestino.

Quando a protease foi incluída a 250 g/t, a resposta biológica se modificou. Os padrões de expressão gênica mostraram a restauração da atividade de enzimas digestivas e da função dos transportadores de nutrientes no jejuno, juntamente com uma sinalização imune mais moderada. No tecido pancreático, a inclusão de protease auxiliou uma sinalização celular mais equilibrada, com normalização das vias relacionadas à insulina e menor ativação das respostas ao estresse.

É importante destacar que esses resultados foram observados mesmo com todas as dietas contendo fitase em nível elevado. Esse achado evidencia que a protease e a fitase contribuem para a saúde e a função intestinal por meio de mecanismos complementares, e não por funções sobrepostas. Enquanto a fitase auxilia a liberação de fósforo e de outros nutrientes, a protease desempenha um papel distinto na sustentação da digestão proteica e no auxílio à função intestinal e endócrina sob condições dietéticas desafiadoras.

Em conjunto, esses resultados mostram que a inclusão de protease pode auxiliar a eficiência digestiva e a saúde intestinal em frangos de corte alimentados com dietas à base de SBM com TI elevados, mesmo quando a fitase já é aplicada em níveis de inclusão altos. Para nutricionistas e produtores que gerenciam a variabilidade de ingredientes, esta pesquisa oferece novos insights sobre como estratégias enzimáticas direcionadas podem auxiliar uma função intestinal consistente e o equilíbrio geral da saúde intestinal nos sistemas modernos de produção de frangos de corte.

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