Vitalité et longévité des truies dans les systèmes modernes de production
Introdução
Por que matrizes de alto desempenho frequentemente deixam o sistema produtivo de forma precoce?
Por que os descartes ocorrem com tanta frequência de maneira repentina, em animais que eram produtivos apenas dias ou semanas antes?
E, de forma importante, por que a mortalidade de matrizes se torna tão frequentemente não apenas um problema biológico e econômico, mas também humano, adicionando uma carga emocional e física aos membros das equipes de produção?
Essas questões refletem uma realidade observada nos sistemas modernos de produção de matrizes. A não sobrevivência raramente é resultado de uma única falha. Ela é o resultado de pressão fisiológica cumulativa, desgaste estrutural e capacidade limitada de recuperação ao longo do tempo.
Os sistemas modernos de produção alcançaram ganhos notáveis no desempenho reprodutivo. No entanto, esses ganhos de produtividade foram acompanhados por redução da longevidade e da produtividade ao longo da vida das matrizes. A sobrevivência e a resistência tornaram-se, portanto, fatores centrais de limitação da eficiência e da sustentabilidade
Altas taxas de reposição, descarte involuntário e mortalidade de matrizes, resultam em paridade média de saída inferior a 4 partos, levando ao aumento dos custos de produção e impedindo que os sistemas produtivos capturem plenamente o potencial genético ao longo da vida das matrizes modernas. Conforme discutido no livro da Novus “Nutrition andProduction Strategies for Today’s Sows”, a sobrevivência não deve ser entendida apenas como ausência de mortalidade, mas como a capacidade da matriz de permanecer produtiva ao longo de ciclos reprodutivos sucessivos, ao mesmo tempo em que enfrenta demandas fisiológicas crescentes.
Sobrevivência em sistemas modernos de produção de matrizes além da mortalidade
Em sistemas de produção comerciais, a sobrevivência de matrizes é frequentemente avaliada apenas com base em índices de mortalidade. No entanto, essa abordagem não captura o impacto biológico e econômico completo das remoções precoces e do descarte involuntário. A baixa retenção além dos primeiros partos iniciais contribui de forma significativa para a redução da produtividade ao longo da vida, mesmo em sistemas com mortalidade relativamente baixa, resultando em elevado custo por leitão desmamado.
O capítulo “Sow mortality: a practical point of view” descreve a sobrevivência como o resultado de desafios fisiológicos cumulativos, e não de eventos isolados. Fatores como carga metabólica, perda de condição corporal, dificuldades reprodutivas e capacidade limitada de recuperação interagem ao longo do tempo e determinam se uma matriz permanece produtiva ou sai do sistema de forma prematura.
Do ponto de vista biológico, a resistência refere-se à capacidade da matriz de suportar repetidamente ciclos reprodutivos exigentes sem comprometer a integridade estrutural, a função reprodutiva ou a produtividade de longo prazo.
Matrizes hiperprolíficas e pressão fisiológica
O desenvolvimento de genéticas altamente prolíficas modificou de forma fundamental o perfil fisiológico da matriz moderna. Tamanhos de leitegada maiores e maior produção de leite levam a maiores exigências nutricionais e colocam as matrizes sob pressão metabólica, particularmente no final da gestação e durante a lactação.
A fisiologia e o manejo nutricional de matrizes altamente prolíficas são descritos como operando mais próximos dos limites fisiológicos. Quando as estratégias nutricionais e de manejo não sustentam adequadamente essas exigências, as matrizes podem apresentar mobilização excessiva de reservas corporais, recuperação retardada entre ciclos e maior vulnerabilidade a falhas reprodutivas e estruturais.
Ao longo do tempo, essas pressões fisiológicas reduzem a resistência e aumentam a probabilidade de descarte precoce, encurtando a vida produtiva e reduzindo a produção ao longo da vida.
Sobrevivência como impulsionadora da produtividade ao longo da vida
A produtividade ao longo da vida é um conceito central desenvolvido em ambos os livros sobre matrizes. Ele enfatiza que maximizar a produção reprodutiva anual é insuficiente se as matrizes não forem capazes de permanecer produtivas ao longo do tempo. Cada paridade produtiva adicional melhora o retorno sobre o investimento realizado durante o desenvolvimento das leitoas e no início da vida reprodutiva.
Pesquisas resumidas nos capítulos sobre longevidade e sobrevivência mostram de forma consistente que sistemas com melhor retenção de matrizes alcançam menores custos de reposição, maior estabilidade produtiva e uso mais eficiente do potencial genético. A sobrevivência, portanto, não é um resultado secundário, mas um fator fundamental de eficiência do sistema.
Estratégias nutricionais que sustentam a sobrevivência e a resistência
Embora a sobrevivência seja influenciada por múltiplos fatores, a nutrição desempenha um papel fundamental no suporte à resistência das matrizes. Capítulos focados em mortalidade, longevidade e produtividade ao longo da vida destacam a importância de estratégias nutricionais que sustentem o equilíbrio metabólico ao longo dos ciclos reprodutivos, limitem a mobilização excessiva de reservas corporais e promovam recuperação eficiente após a lactação.
Pesquisas internas da Novus com matrizes demonstraram que a nutrição otimizada com minerais orgânicos pode sustentar processos fisiológicos associados à resiliência e à resistência. Em vez de focar exclusivamente no desempenho de curto prazo, essas estratégias visam ajudar as matrizes a enfrentar desafios metabólicos repetidos ao longo de sua vida produtiva e a permanecer produtivas por mais paridades.
Dados provenientes de sistemas de produção comerciais indicam que estratégias nutricionais que sustentam a integridade estrutural e a resiliência metabólica podem desempenhar um papel relevante na sobrevivência das matrizes. Em múltiplos ensaios, matrizes alimentadas com minerais orgânicos bis-quelatados (MINTREX®) apresentaram reduções numéricas na mortalidade, variando aproximadamente de 5% a 17%, dependendo das condições do estudo.
Além da mortalidade, esses mesmos estudos relatam consistentes melhorias nas taxas de retenção de matrizes até o terceiro parto com aumento de aproximadamente 6% a 10%, refletindo maior capacidade das matrizes de permanecerem produtivas ao longo de ciclos reprodutivos sucessivos e não sair do sistema de forma prematura.
Falhas estruturais e problemas de locomoção estão entre os fatores mais comuns que impulsionam o descarte involuntário de matrizes em sistemas comerciais. A claudicação não apenas compromete o bem-estar e a produtividade das matrizes, mas também aumenta a probabilidade de descarte precoce e mortalidade não planejada.
Pesquisas resumidas em ensaios comerciais mostram que matrizes e leitoas que receberam minerais orgânicos bis-quelatados (MINTREX®) apresentaram taxas substancialmente menores de descarte involuntário, incluindo reduções de até 46% nas remoções relacionadas à locomoção, além de menor incidência de lesões nos cascos e melhores escores de marcha. Esses resultados sugerem que o suporte ao tecido conjuntivo, à integridade óssea e à saúde dos cascos pode contribuir de forma significativa para a resistência e a retenção das matrizes.
Sobrevivência como objetivo estratégico
A melhoria da sobrevivência exige uma mudança de intervenções reativas para uma perspectiva estratégica de longo prazo. Abordar problemas apenas após as matrizes já estarem comprometidas limita a oportunidade de melhorar a taxa de retenção. Construir resistência desde o início, por meio de estratégias nutricionais e de manejo adequadas, é essencial para sustentar a produtividade a longo prazo.
Conforme enfatizado ao longo dos livros sobre matrizes, a sobrevivência não está em oposição ao desempenho. Pelo contrário, é um pré-requisito para alcançar produção reprodutiva consistente e produtividade sustentável dos sistemas de produção.
De forma importante, a sobrevivência das matrizes não pode ser dissociada da sobrevivência de sua progênie. A nutrição materna influencia não apenas a resistência da própria matriz, mas também a robustez dos leitões ao nascimento e durante a lactação. Em diversos ensaios, a suplementação materna com minerais orgânicos bis-quelatados foi associada à redução da mortalidade pré-desmame, com diminuição média de aproximadamente 0,6 ponto percentual, além de menor ocorrência de leitões de baixo peso ao nascimento e melhora da vitalidade dos leitões.
Esses efeitos reforçam o conceito de sobrevivência como um resultado em nível de sistema conectando longevidade das matrizes, viabilidade dos leitões e produtividade total ao longo da vida.
Conclusão
A sobrevivência e a resistência tornaram-se desafios centrais na produção moderna de matrizes suínas. Um alto potencial reprodutivo, por si só, já não é suficiente. A capacidade das matrizes de suportar demandas fisiológicas repetidas e permanecer produtivas ao longo do tempo é igualmente crítica.
Ao compreender a sobrevivência como um processo biológico cumulativo e alinhar estratégias nutricionais às necessidades das matrizes hiperprolíficas modernas, produtores e nutricionistas podem melhorar a retenção, aumentar a produtividade ao longo da vida e fortalecer a sustentabilidade de longo prazo dos sistemas de produção
Nesse contexto, a sobrevivência deve ser vista não como uma métrica reativa, mas como um objetivo estratégico. Decisões nutricionais que sustentem a biodisponibilidade mineral, a resiliência estrutural e a recuperação metabólica constituem um componente fundamental para construir resistência em matrizes modernas e desbloquear todo o seu potencial produtivo ao longo da vida.
Referências
Capítulos de livro (fonte principal)
Novus International, Inc. (2025). Nutrition and Production Strategies for Today’s Sows. Novus International, Inc.
- Palomo Yagüe, A. (2025). Sow mortality: a practical point of view. In Novus International, Inc., Nutrition and Production Strategies for Today’s Sows.
Pesquisas de campo e ensaios citados neste artigo
- Lawrence, B. V., et al. (2021). Effects of bis-chelated trace minerals on sow reproductive performance, longevity, and lifetime productivity under commercial production conditions. Journal of Animal Science, 99(Suppl. 1).
- Barea, R., et al. (2019). Use of organic trace minerals in sow diets: effects on longevity and litter performance.
- Zhao, J., et al. (2012). Improved retention rates, reduced culling for lameness, and enhanced lifetime reproductive performance in sows fed a chelated trace mineral blend. Journal of Animal Science, 90(Suppl. 4).
- NOVUS International, Inc. (2010–2023). Internal research on trace mineral nutrition, sow survivability, longevity, and lifetime productivity across commercial production systems. Dados internos não publicados.
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